<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1351359220504213869</id><updated>2011-07-28T15:02:13.070-07:00</updated><title type='text'>Vozes das águas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1351359220504213869/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Imaginário das águas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05586973161208071827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1351359220504213869.post-2118869948742886283</id><published>2010-07-10T15:23:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T15:59:10.452-07:00</updated><title type='text'>LANÇAMENTO DO BLOG</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/TDj5yMwBzHI/AAAAAAAAAC0/2yPcFZHaAwo/s1600/imagin%C3%A1rio+das+%C3%A1guas.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 488px; height: 382px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/TDj5yMwBzHI/AAAAAAAAAC0/2yPcFZHaAwo/s320/imagin%C3%A1rio+das+%C3%A1guas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492414386389765234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar gostaríamos de pedir desculpas pelo atraso, pois vocês conhecem o nosso blog, mas não sabem quem esteve trabalhando para que este projeto fosse concluído. Houve o lançamento do nosso blog no dia &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;11 de dezembro de 2009&lt;/span&gt;, e registramos aquele momento de vitória através dessa foto. Agradecendo a Deus e principalmente a orientação e o apoio da professora Marialda Silveira, pois sem ela não teríamos esse resultado. Estamos nos formando no primeiro semestre de 2010 com muito orgulho do conhecimento que fomos capaz de transmitir nesses 4 anos e meio. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBRIGADO!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1351359220504213869-2118869948742886283?l=imaginariodasaguas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/feeds/2118869948742886283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/2010/07/lancamento-do-blog.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1351359220504213869/posts/default/2118869948742886283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1351359220504213869/posts/default/2118869948742886283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/2010/07/lancamento-do-blog.html' title='LANÇAMENTO DO BLOG'/><author><name>Imaginário das águas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05586973161208071827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/TDj5yMwBzHI/AAAAAAAAAC0/2yPcFZHaAwo/s72-c/imagin%C3%A1rio+das+%C3%A1guas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1351359220504213869.post-6688851733978121288</id><published>2009-12-10T14:05:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T18:13:52.734-08:00</updated><title type='text'>IMAGINÁRIO DAS ÁGUAS</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyFwyAG2KlI/AAAAAAAAAAw/KqgR2PMHJY4/s1600-h/blog---imaginario.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413732231400532562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 517px; HEIGHT: 232px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyFwyAG2KlI/AAAAAAAAAAw/KqgR2PMHJY4/s320/blog---imaginario.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A primeira vista, o termo “imaginário” nos remete diretamente á imaginação. Não estaria errado quem assim o pensasse, tendo em vista que muitos dicionários descrevem o termo nessa perspectiva. Entretanto, o presente trabalho nos fez ver que o imaginário é a representação simbólica do construto conceitual dos bens de cultura. Por possuir um caráter subjetivo, o imaginário precisa de representação simbólica, logo, os símbolos são os elementos capazes de atar as pontas daquilo que foge á compreensão objetiva, exprimindo subjetividades e representações sobre a condição humana e sobre a história sociocultural dos grupos sociais. Como no dizer de Bachelard &lt;em&gt;“ a imaginação não é, como sugere a etimologia, a faculdade de formar imagens da realidade; é faculdade de formar imagens que ultrapassam a realidade, que cantam a realidade. É uma faculdade de sobrehumanidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;As “figuras do imaginário”, abaixo elencadas, foram recolhidas do corpus de cinqüenta histórias coletadas em espaços ribeirinhos. Os sujeitos entrevistados, com faixa etária a partir de 60 anos, relataram experiências ou rememoraram fatos vividos em rios como Almada, Contas, Cachoeira, Colônia e a Lagoa Encantada, situados na Microrregião Cacaueira da Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultrapassa as intenções deste inventário de “figuras” a interpretação de suas representações culturais e dos símbolos que encerram, em uma perspectiva teórica, trabalho que só começamos a empreender. O mais importante a considerar é que embora algumas dessas figuras, como veremos, constituem-se “versões” de personagens conhecidas pela tradição oral, muitas delas emergem como novidades que podem agradar aos estudiosos da tradição oral, sobretudo os que se dedicam á literatura oral comparada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode constatar, a caracterização dada aos “personagens das águas”, a seguir, foi feita a partir da análise das informações fornecidas pelos entrevistados. Cada caracterização está apoiada por fragmentos de fala dos sujeitos da pesquisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;PERSONAGENS DAS ÁGUAS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nego d’água&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413734876959568034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyFzL_lRcKI/AAAAAAAAAA4/1ZYL7EifYuM/s320/nego+dagua.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É a figura mais multifacetada do imaginário das águas. Uns contam que ele é um ser que habita nos rios, manifestando-se com suas gargalhadas, preto, careca e com mãos e pés de pato. O Nego D'água derruba a canoa dos pescadores se eles se recusarem lhe dar um peixe. O Nego d’água é cabeludo e barbudo e fica sentado de cócoras em uma pedra, quando é visto, entra na água e só aparece ao meio-dia atrapalhando a vida do pescador. Outros dizem que não passa de um negro lindo que encanta as mulheres levando-as a morte por afogamento em lagoas e rios. Relatam que ele era um pescador que usava calça, camisa, botas e uma tanca (colete de couro de boi) e morreu afogado quando caiu da canoa, virando o Nego d’água. Ainda o conhecem como um anãozinho, peludo e malvado que protege rios e lagoas de banhistas desavisados; e uma criatura pequena, com um metro mais ou menos de comprimento, cabeludo e que só aparece do pescoço para cima e somente à noite, principalmente noite de lua cheia. Também foi descrito como um anão avermelhado, peludo e com um olho só. Por fim, ainda existe a história de que haveria vários Negos d’água no mesmo rio que impedem a pescaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Ó::: UM NEGO SENTADO... NU, baixinho, barbudo, cabeludo... Assim sentado de (cócoras) na pedra. Quando eu olhei pra ele eu disse “MISERICÓRDIA” e ele TCHU:::M entrou den/ da água de novo... sumiu den/ d’água. Aí ele tornou a aparecer na outra pedra. Eu falei assim “Isso num é um homem não, isso é o diabo ((risos)) Aí eu corri vim pra casa... corri... deixei até o peixe sem temperar em cima da pedra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Foi porque ele morreu ai, na canoa...ele tava usando calçado de bota e tudo...ai acharam ele sentado embaixo de uma sapucaia... inté vestia aquela blusa de boi... a tanca...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“tem o nego d’água [...] esse mesmo eu nunca vi não [...] mas o povo diz que tem [...] diz que é um pequenininho[...] cabeludo que só aparece do pescoço pra cima [...] só aparece de noite... noite de lua aí que eles aparece...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... me destampei com ele... o NEGUIM... o nego d’água... um anãozinho avermelhado com um olho só...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aí com poucas horas... Apareceram tantos negos d’água que ele já ia chegando do outro lado... já ia perto dele chegar... Aí ele pulou em terra nunca mais pôde pescar nesse rio por que não deixaram... Não deixavam não... não pôde ir mais no rio porque os neguinhos/os negos d’águas não deixavam não...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sereia&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413736628897323698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyF0x-DyGrI/AAAAAAAAABI/Jkk_hDsyMD0/s320/sereia.jpg" border="0" /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A sereia, também conhecida como “moça d’água”, é caracterizada por ser uma moça linda, de cabelos loiros e longos e bonitos, que chama as pessoas na beira do rio. É parte mulher e parte peixe, mas ninguém consegue ver sua pele. Em outra definição é tida como uma moça de cabelos escuros, em vez de loiros, tem uma bela voz e gosta de encantar e levar os homens para o fundo do rio. Numa terceira narração, foi encontrada uma “Sereia da Lagoa”, que seria aquela que provoca o fenômeno do “Biatatá”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Era uma moça, uma moça linda, cabelos loiros bonitos (...) Eu era menina inda, ela me chamando aí, mãe tava lavando roupa e eu ia né? nadano. Aí quando eu gritei mãe, mãe dizia “tu évai pra onde menina”, digo, “ a moça ta me chamano. Eu eia aí ela me gritou aí eu voltei pra beira d’água. Dessa vez eu tinha base de uns dez anos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... a gente foi brincar no rio e quando nós chegou lá vimos uma moça bem bonita que tinha os cabelo bem comprido pretinho como a noite ...olhos azul ((risos)) tive vontade de levar ela pra casa (...)chegamos em casa contemos para mãe e ela disse a gente que tinha visto era uma mulher das águas que gosta de homens e queria levar a gente para o fundo do rio...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“[...] e:: também a da sereia, né? Que a sereia também diz que era uma moça muito bonita, que também CANta muito bonito... e encanta as pessoas com seu canto.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“[...]tem essa luz que corre aqui na Lagoa e tem a biatatá que é a sereia da Lagoa [...] diz que é ouro que tem [...] mas é uma viga que gira dum lado pra outro.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Boto rosa &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413737246876802530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyF1V8NkneI/AAAAAAAAABQ/OryWVbZnL2E/s320/botorosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;É caracterizado pelos falantes como um animal marinho que se transforma em homem em dia de festejos juninos. Emerge do rio com um homem bonito e galanteador á procura de mulheres que estejam sozinhas para ter relações sexuais. Para não deixar o rosto á mostra, utiliza-se de um chapéu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“[...] fala-se do boto verme/boto rosa, né?... Que era um rapaz muito bonito, que encantava as moças... e depois::... elas... ( )/de encantadas com eles, elas... terminavam até engravidando, né?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“... que tinha uma moça que ficou prenha de repente... Ninguém sabia de quem era... labutaram... labutaram até que descobriram que era do boto cor de rosa... dizia que era um homem BONITO... bem afeiçoado...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“... aí de vez em época de São João depois dos festejos aparecia alguém de barriga...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“... morava num rio... o boto mora num rio... e a mulher tano sozinha... tem que tá acompanhada/nessas épocas ele aparece... de festejo junino... pela noite e volta pro rio de manhazinha...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mãe d’água&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413741397544202850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyF5Hipy8mI/AAAAAAAAABY/RtztE2-MmLs/s320/iara.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;A Mãe d’água é descrita como um ser de cabelos compridos que vive nos rios. Também é definida como a rainha das águas e a própria água corrente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;"... quando chegou aí a Mãe d'água" saiu de lá e tava catando as fava, aí catou as fava tudo... aí quando chegou ele pegou aquela moça dos CABELÃO...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“a Mãe D’água é a rainha das águas... ninguém vê ela não... quem dizer que ta vendo Mãe D’água... agora a Mãe D’água é á água... a água mesmo correndo...”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Homens fantasmas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413742295942669634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyF571crpUI/AAAAAAAAABg/sq60n4jxl5o/s320/homem_de_chapeu_contraluz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;O primeiro é descrito como o “Homem do chapeuzão”, que se caracteriza por aparecer às dez horas da noite, utilizar um chapéu grande, carregar uma vara e retirar os peixes já pescados do barco. Há, também, o “Homem da cabeça de cesto”, relatado pelos falantes como um homem muito feio, tinha a cabeça muito feia, e que não fazia o bem, além disso, ele levava suas vítimas para o poço. Ainda foi encontrado o relato de dois homens que flutuavam sobre uma pedra no meio do rio e outros dois homens vestidos de branco entre os pés de dendê. Além disso, há uma descrição de que pessoas que viviam da pesca, quando morriam afogadas nos rios, tornavam-se uma espécie de guardiões dele, assombrando os vivos que iam pescar. Por último temos o “Dono do rio”: caracteriza-se por fazer um barulho quando o pescador se encontra na água. Isso era para o pescador sair do rio porque ele estava pescando naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“Eu tirando o peixe e ele jogando pro lado de fora, fui eu tirando peixe e ele jogando pro lado de fora... Eu também num me importei com aquilo. Tornei sair do pesqueiro fui pra outro, tornei vim pro pesqueiro começou a pegar peixe... Eu digo é::: eu vou mimbora... E::: tinha um pau que a gente atravessava (quando chegou no meio assim) eu olhei pra trás tava aquele homem com uma vara que ia como daqui lá assim nas costa....chapéu des/ tamanho assim... Eu fiquei assustano assim e digo é::: você pescou mais peixe do que eu... ai sai... vim embora pra casa... Foi só esse o negócio que eu vi na minha vida, só foi esse.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“e a gente saia e a nossa mãe sempre falava: cuidado... cuidado... porque tem um homem da cabeça de cesto... que é muito grande... que atraía as pessoas... levava para o poço. Era... muito feio, era uma/ o homem/ a cabeça era muito feia... viu... e::, e::, e, não fazia nada da bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“Eu olhei de cá, dois negões fortes... quando eu cheguei mais adiante já estavam os dois de coca acochado na pedra... Aí me deu na cabeça ‘olha o que é’... aí eu baixei dentro d’água... eles estavam realmente na pedra, mas acima do ch/da pedra aí eu falei ‘ai, ai não é nada desse mundo’”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“eu vim pela beira do rio quando cheguei ali joguei a tarrafa e os próprios acaris desembaraçam a tarrafa ai quando eu olhei pra cima dois homens de branco um de um lado outro de outro entre os pés de dendê pés de dendê velho alto... continuei... tirei meus acari tudo cheguei do lado de cima a tarrafa torceu que eu olhei eu vou ter que voltar.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“...Tem um pessoal que disse que vai pro rio pescar... dizeno que ota pessoas que tava pescano junto dele e era o cara morto... Jogano tarrafa atrás dele... e quando ia olha e num via nada...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“Um fulano jogano tarrafa atrás de mim sem eu saber quem era... Só via a tarrafa fazendo TCHA:::R... Eu na frente pescano e ele tava atrás, mas eu num sabia quem era, porque eu num via só via a zoada. Bom... quando eu saia de den/ d’água... parava... Assim, quando eu tava den/ do rio começava. Mas acho que era o dono do rio, acho que ele também tava pescano também.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Biatatá&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413744009700535890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 420px; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyF7flsZblI/AAAAAAAAABo/EXEui0N89GA/s320/boitata.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;É uma espécie de luz da cor de ouro que atravessa os rios de uma margem a outra. Alguns dizem que é provocada pela sereia da lagoa, outros dizem que são vigas que passam de um lado para o outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“O negócio da Biatatá [...] agora eu não sei se é ouro ou o que é né... eu sei que atravessava dessas terras que você ta vendo aqui pro bar de tuba/ Sambaituba[...] uma ia pra lá e outra vinha pra cá... então passava uma pela a outra assim ó[...] cruzando”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;"na praia [...] biatatá diz que é uma visão dessas [...] dessas que vocês falam [...] a biatatá diz que é um fogo[...] eles vê [...] sai aquele fogo [...] sapecava até gente"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Martim pescador &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413747757218819906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyF-5uSYb0I/AAAAAAAAABw/2HIKrQnLfCU/s320/meninos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;Os entrevistados relatam o Martín como dois meninos que aparecem pulando ao meio-dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“Por sinal, o Martim pescador eu também, eu acho que já vi... porque eu tava pescando um dia meio-dia. Aí eu vi dois menino. Esses dois meninos tava todos dois de azul... Ai::: quando eu fui correndo que eu... que eu panhei o anzol, que eu corri, os menino sumiu... aí eu (conversando) com o povo... aí me disseram que era o Martim, agora se é eu num sei se era (...) só fazia ficar pulano na beira da água.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Bicho brilhante &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413748995833461506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyGAB0fH-wI/AAAAAAAAAB4/BtVgxa_zl_A/s320/rato.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;Fala-se de um ser brilhante que vive sobre uma pedra e tem a aparência de um rato; não há ninguém que possa capturá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“[...] tem uma coisa sentada em cima da pedra, só que brilha muito... [...] só vi aquela coisa brilhando, mas ninguém consegue pegar... e o pessoal, UNS diz que é:: o::uro, outros diz... que não é ouro, é:::... é um bichinho parecendo um rati::nho.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Navio fantasma&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413750100258300274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyGBCGyhoXI/AAAAAAAAACA/hboDzFEG9X0/s320/navio.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-size:100%;" &gt;Diz-se de um navio que surgia no horizonte e aparecia em diversos lugares ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-size:100%;" &gt;“[...] viu aquele navio boni::to... o navio veio em cima, o navio veio em cima, (e veio navio e veio o navio) alguns minutos depois, o navio já apontava LÁ sobre o norte afora e vinha certinho aqui com a gente, não desviou o caminho e ninguém viu esse navio passar, quando viu ele já tava lá na frente... e isso alguém viu também.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A tábua preta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;Há, por parte dos falantes, o relato de uma tábua assombrada que navega rios e lagos à noite assustando pescadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“... Quando escureceu deu umas sete horas... ai vinha uma tauba grande... pela beirada do rio... ai minha tia falou: ‘Vamo redá a tabua’... quando nós suspendeu... a tauba num tava... ‘È assombração... assombração’... os cabelo arrepiou...”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Chave misteriosa &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413751922160007266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyGCsJ5veGI/AAAAAAAAACI/c6hnGtZ2iJo/s320/arvore+chave.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;Existe uma chave que vive pendurada no alto de uma árvore. Contam ainda os falantes que no balançar dessa chave, se um dia ela cair na água, a lagoa irá desencantar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“[...] ti::nha, diz que tinha uma chave, que essa chave também vivia só balançando, o pessoal disse quando ele caí:::sse, que a lagoa ia desencantar, agora até ho::je ninguém... ver essa chave cair, mas desde “d’eu” PE-quena que tem uma chave lá... impendurada.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O “Cabeção”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-size:100%;" &gt;O Cabeção é uma cabeça que aparece por volta do meio-dia com o cabelo flutuando no rio. Caracteriza-se por ser uma cabeça grande de mulher e quando se consegue visualizá-la, ela volta a mergulhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Nunca vi nada, só vi uma cabeça... um cabeção (...) era de longe mas eu acho que era de mulher... o cabelo ficava nadano por cima d’água eu vi!”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-size:100%;" &gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A escadaria debaixo d’água&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-size:100%;" &gt;No meio da Lagoa Encantada existe uma pedra, e embaixo dessa pedra tem uma escadaria que dá para uma cavidade, uma espécie de gruta, onde seria a moradia dos negos d’água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Muitas vezes aqui numa pedra que tem o nome Pedra da Lagoa [...] onde tem uma escada e embaixo tem um salão que eles [os negos d’água ]mora debaixo [...]”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vitória-régia&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413753869705118722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyGEdhErhAI/AAAAAAAAACQ/kzNUCQoG8Mc/s320/vitoria+regia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;O falante expõe que após a morte de uma jovem, houve o surgimento da Vitória-régia, uma flor gigante que exala um cheiro peculiar de rosa. Durante o dia ela possui a cor rosada e a noite se torna branca. Em dia de lua, quando recebe o reflexo, exala seu forte cheiro que penetra a mata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“... exalava um cheiro forte de perfume de flor... é:::... a vitória-régia... né... soltava um cheiro forte mesmo... uma flor que na noite fica branca e de dia mei rosada...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“dizia o povo... que... que era um/ que foi uma jovem que morreu no rio e:::... e:::... com tempo se transformo em flor... a vitoria-regi.. gigante.. era enorme... dia de lua... a lua tem que tá refletida na água...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Peixe que fala&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-size:100%;" &gt;Os falantes relatam sobre um peixe de cor negra que durante a pescaria aparecia para os pescadores, depois sumia e conversava com eles, assustando-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-size:100%;" &gt;“um peixinho que parece agente um... pretinho que as vez aparece prus pescador... depois vurta denovo (...) aí ele tava pescano qui’a’pouquinho disse... “é menino... vumbora?”... – pergunta ao vei Dite se num teve uma voz que disse – ... “não... por que?”... ele disse “não até uma hora dessa ainda não veio nenhum peixe... a voz disse “pra quê?... pra quê o peixe?... pra que?”... aí ele... discabriaram cairu fora e vieram embora...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cobra d’água&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413755414719397874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyGF3csyf_I/AAAAAAAAACY/gQTpkAnKBJc/s320/cobra+dagua.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;É caracterizada pelos falantes como uma cobra enorme que ao sair da água se transforma em forma humana, precisamente do sexo masculino. Ela é flamejante e tem duas bolas luminosas no lugar dos olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“... viu uma cobra gigante saindo de dentro do rio e virando um homem que se embrenhou por dentro das mata...”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“... na fazenda... tava passando a cavalo uma certa vez em frente ao rio... lá pelas oito... nove horas da noite quando avistou um bicho que parecia uma cobra de fogo... grande com duas bola luminosa que parecia dois olhos florescente... saindo da água arribando e caindo...diziam que era a cobra d’água...pra amedrontar as pessoas que passavam.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A cobra Surucucu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413755418554394146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; HEIGHT: 161px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyGF3q_H5iI/AAAAAAAAACg/a34x1G_oFTg/s320/surucucu.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;A cobra Sucururu, segundo os relatos, se esconde dentro do rio à espreita de suas vítimas. Diz que alcança a presa, sendo homem ou animal, e leva para o fundo das águas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;“A cobra é uma cobra terrível... ela fica dentro do poço e pegando o que ela encontrar na frente... é gente é tudo... pega pra ela lá... Sucururu... e a história do rio Itacupuru que eu sei é somente essa...” &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1351359220504213869-6688851733978121288?l=imaginariodasaguas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/feeds/6688851733978121288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/2009/12/imaginario-das-aguas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1351359220504213869/posts/default/6688851733978121288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1351359220504213869/posts/default/6688851733978121288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/2009/12/imaginario-das-aguas.html' title='IMAGINÁRIO DAS ÁGUAS'/><author><name>Imaginário das águas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05586973161208071827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bEf33_XOlRc/SyFwyAG2KlI/AAAAAAAAAAw/KqgR2PMHJY4/s72-c/blog---imaginario.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1351359220504213869.post-2297746266902484329</id><published>2009-12-10T12:41:00.000-08:00</published><updated>2009-12-18T15:50:20.456-08:00</updated><title type='text'>INVENTÁRIO DE EXPRESSÕES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O presente inventário foi construído a partir do corpus de histórias sobre os rios, anexadas a este blog. A idéia que norteou a construção deste inventário é o de resgatar expressões usadas por aqueles que se dedicam a atividades relacionadas ás águas, a exemplo de pescadores, moradores ribeirinhos, lavadeiras. Como se pode constatar, as expressões, ás vezes, remetem ao universo da pesca, outras, embora conhecidas, assumiram outro conteúdo semântico na fala dos entrevistados. Também estão registradas expressões não usuais, consideradas arcaísmos da língua portuguesa. Os termos inventariados aparecem traduzidos em seu contexto de uso, com referências ao registro existente em diversos dicionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;1) Admissão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;“ESTUDANTE: Dona Marizete, a senhora freqüentou a escola?&lt;br /&gt;F1: Sim, eu:: eu freqüentei sim, eu fiz até a &lt;strong&gt;admissão&lt;/strong&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De acordo com o dicionário Aurélio a expressão admissão, em seu significado vernacular, vem do latim admissione. Aceitação, aprovação acolhimento. O sentido encontrado na entrevista refere-se ao sentido de: Ano escolar extinto em 1971 que prepara o aluno para o exame de admissão ao curso ginasial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dicionário Etimológico aponta o termo como advindo do latim admissione. Acto de admitir. logudôres admissione, rom. Admisi ( um) e (Eduardo Lisboa), séc.XVI- na primeira do livro escreverá as lições ...e todos os mais actos... e assi as licenças e edmissões que se devem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2) Alembro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“É? Mais ou menos quando a senhora começou a pescar?&lt;br /&gt;Eu nem &lt;strong&gt;alembro&lt;/strong&gt;, eu acho que eu... tinha uns seis anos. ((risos))&lt;br /&gt;Mas a senhora pesca em rio de água doce ou no mar?&lt;br /&gt;Pesco de água/ não no mar eu nunca pesquei não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fragmento acima o termo “alembro” tem o mesmo valor de lembrar ou recordar. Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1959), a palavra é o mesmo que lembrar. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), mostra que é um verbo de 1470. Um registro antigo de linguagem informal de lembrar. Com a etimologia: a+lembrar e formas históricas: 1470 alembrado, XV alembrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3) Alevantei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Quando eu &lt;strong&gt;alevantei&lt;/strong&gt; que eu falei: Ó a cabeça! Ela morgulhou... a cabeça foi descendo...” (Trecho retirado da entrevista nº 2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alevantar aparece com o sentido de elevar, de erguer, ficar em evidência para chamar a atenção. Segundo o Aurélio, é a junção de [a- + levantar], que vem etimologicamente de Alevante, de levantar, de levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4) Alumiei&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Aí também eu cheguei assim &lt;strong&gt;alumiei&lt;/strong&gt; assim com o farol, pisei com as perna aberta assim no negoço, mas o negoço tava dessa altura assim...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto apresentado o pescador se refere a expressão como forma de clarear, iluminar.Dar luz, claridade a; iluminar. “A lamparina aluminava o seu quarto de dormir; 2) dar lume a; acender: alumiar a lamparina ; 3) dar claridade, brilho, vida a/ Aurélio.&lt;br /&gt;Do verbo alumiar. Do latim illuminare. Corno viu no “a” influência do “l”. Meyer Lübke prferiu um latim alluminari( D.E.R)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5) Amedrontar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“... diziam que era a cobra d’água... pra &lt;strong&gt;amedrontar&lt;/strong&gt; as pessoas que passavam...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frase acima o entrevistador utiliza a palavra “amedrontar” como forma de por medo em alguém ou provocar medo. Segundo o Dicionário Etimológico da Lingua Portuguesa (1959), é acrescentado o prefixo a-medorento, derivado de medroso. Provocar medo em alguém. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), este é um verbo do ano de 1566. Também com o mesmo significado de causar ou ser tomado por medo. Com as formas históricas: 1566 amedrontado, 1589 amedrontar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6) Aparição&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“os peões diziam ter visto já &lt;strong&gt;aparição&lt;/strong&gt;...”, “... eu acredito apesar de num ter visto nada de aparição em rio...” (entrevistado 3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trecho citado a palavra “aparição” dá idéia de fantasma ou um ser sobrenatural. Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1959), a palavra empregada vem do Latim apparitione. Manifestação súbita de um ser ou de um objeto. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), dá-lhe assim o mesmo significado do dicionário Etimologico e suas formas históricas: (XIII) apariçõ, (XV) apariçam, (XV) apariçom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7) Apreciano&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“...no dia tava até jogano o jogo da seleção brasileira aí os menino todo mundo aqui &lt;strong&gt;apreciano&lt;/strong&gt;, aí eu saí pra pesca, né...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto apresentado o pescador se refere a expressão apreciar como assistir( ver).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8) Arrancador&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“jibóia eu encontrei uma essa semana ali... já duas... já encontrei duas dela no &lt;strong&gt;arrancador&lt;/strong&gt;... e eu com a vista ruim quase piso em cima.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Dicionário Michaelis essa palavra é uma variação de arrancadouro. Terreno onde houve roçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9 ) Arripuno&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“... bateu aquele fedo de bosta fresca assim que a natureza me &lt;strong&gt;arripuno&lt;/strong&gt;...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto apresentado o pescador coloca a palavra citada como enjôo. A palavra não existe no etimológico; Alt. De repugnar. V. Int. Brás. PB., PB, Pop. Sentir enjôo com a ingestão de alimentos muitos doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...todo mundo que passava tinha medo se &lt;strong&gt;arrupiava&lt;/strong&gt;... sentia aquele pAVOR...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fala do entrevistado “arrupiado” possui o mesmo valor de arrepiado, apenas ouve uma mudança na vogal ‘e’ por ‘u’. E, segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1959), esta palavra tem o mesmo significado que arrepiar. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), deriva-se do verbo arrepiar. Sendo uma linguagem informal de arrepiar. No Dicionário do Nordeste: 5.000 Palavras e Expressões (2004), assim como nos demais dicionários apresentados possui a característica de Sentir medo, sentir calafrios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10) Assuntar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"... aí ela olhou, olhou, &lt;strong&gt;assuntou&lt;/strong&gt; tudo, olhou e num viu ele,..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este termo aparece no corpus com sentido de observar, olhar, prestar atenção, o que pode ser corroborado pelos dicionários. Assuntar (Dicionário Gramatical de verbos): observar, prestar atenção a, perscrutar. Assuntar (Dicionário Aurélio): dar ou prestar atenção a, observar, meditar, considerar, espreitar, refletir, pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11) Atazanar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“... tudo de ruim que tinha na árvore foi pra dentro da casa dele &lt;strong&gt;atazanar&lt;/strong&gt; a vida dele...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No enunciado acima o entrevistado utilizou-se da palavra “atazanar” para designar perturbação.&lt;br /&gt;Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1959), é a Forma metatética de atazanar. Perturbar, encher o saco, irritar. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), é exposto como um verbo do ano de 1913. Atazanar. No Dicionário do Nordeste: 5.000 Palavras e Expressões (2004) é um verbo com variação do popular para atenazar, importunar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12) Atenuante&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A trovoada desaguô na cabecera se Deus não dá o &lt;strong&gt;atenuante&lt;/strong&gt; ninguém falava em mim”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fragmento em questão “atenuante” não está sendo empregado com o significado em que ele é comumente utilizado ou do dicionário, mas com o sentido de “sinal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o dicionário Aurélio o vocábulo em destaque apresenta a seguinte definição: [Do Latim attenuante.] Adj. 2g. 1. Que atenua; atenuador. 2. Que dimuinui a gravidade. No dicionário online Priberam o termo pode ainda significar “agravante” (antônimo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;B&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13) Botando sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;"... quando foi um dia aí o meu avô ficou &lt;strong&gt;botano sentido&lt;/strong&gt;... quando chegou aí a "Mãe d'água" saiu de lá e tava catando as fava..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este termo não está dicionarizado. Botar sentido, na fala do informante quer dizer agir com os órgãos dos sentidos, prestar atenção em algo cautelosamente, ou seja, com cuidado, estar de sobre aviso, entende-se que a expressão botar sentido não pode ser compreendida de maneira estanque à denotação individual de cada palavra que compõe a expressão. Botar (Dicionário Aurélio): significa deitar, atirar, lançar fora, vestir, caçar, estabelecer, montar, pôr, colocar. Sentido (dicionário Aurélio): Parte de sentir, sensível, pesaroso, triste. Atenção, pensamento, cuidado, cautela. Exprime busca, advertência, recomendação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Dicionário do Nordeste (Rubens Dórea) encontramos alguns exemplos que norteam a significação da referida expressão. Botar quente: agir ou falar com firmeza. Fazer sentido: ser compreensível, ser lógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14) Boto&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“as histórias que eu se::i assim:: de cantos de águas... são as que a gente escuta sempre dos pescadores, né?... Fala-se do &lt;strong&gt;boto&lt;/strong&gt; verme/&lt;strong&gt;boto&lt;/strong&gt; rosa, né?... Que era um rapaz muito bonito, que encantava as moças... e depois::... elas... ( )/de encantadas com eles, elas... terminavam até engravidando, né?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo o contexto, boto significa um rapaz muito bonito que encantava as moças, no entanto, de acordo com o Dicionário Aurélio (2005), a palavra boto significa mamífero cetáceo, marinho ou de água doce. O boto é , portanto, um personagem dos rios, um mamífero que, por encanto, se transforma em homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15) Bracei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Bom ( ) quando fui, já tarde da noite, chegou uma rapaziada ... nós pegamo um ( ) des/ tamanho aqui Ó:: eu &lt;strong&gt;bracei&lt;/strong&gt; ela aqui Ó. Quando eu bracei ela aqui Ó ( ) eu falei “bebe água d despedida” ela deu um sopapo, eu fui pra trás, eu cai... aí eu também eu ( ) viemo simbora”. (Trecho retirado da entrevista nº 4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bracei está com o sentido de pegar, daquilo que você pode pegar com seus braços. Segundo dicionário Aurélio, significa (BRAÇADA): 1.Aquilo que se pode abranger com os braços; braçado: uma braçada de flores. 2. Movimento dos braços, em natação. Às braçadas, em grande quantidade; em quantidade. Etimologicamente vem de braça – A braça são os dois braços abertos. Do latim bracchia, plural de bracciu “braco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16) Breu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“... quando deu noitinha... a mata ficou um &lt;strong&gt;breu&lt;/strong&gt;...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trecho acima citado o falante caracteriza a palavra breu como escuridão ou um lugar escuro. No Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1959), a palavra empregada vem do gaulês bracu que por sua vez originou-se do italiano brau. Lugar escuro, escuridão. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), afirma que a palavra é proveniente do francês brai que significa ‘lodo’, e a partir de 1309 passou a ser ‘breu’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17) Cabecera&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“A trovoada desaguô na &lt;strong&gt;cabecera&lt;/strong&gt; se Deus não dá o atenuante ninguém falava em mim”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o dicionário, a palavra apresenta vários sentidos: lado do leito correspondente à cabeça; o apoio da cabeça (na cama); topo da mesa (de comer); nascente (do rio), entre outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;18) Caceia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Mamãe nem sabia ...que eu fui com ele. Hum pra vê a &lt;strong&gt;caceia&lt;/strong&gt; sabe o que é &lt;strong&gt;caceia&lt;/strong&gt;? Pra vê peixe que ta na rede”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Dicionário Aurélio essa palavra vem do verbo cacear, refere-se ao conjunto das redes que, amarradas entre si, os barcos de pesca lançam no alto mar, vocábulo decorrente da marinha antiga, garrar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;19) Calão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“é um &lt;strong&gt;calão&lt;/strong&gt; outro no outro... sai... vai mirando e vai direto... quando o peixe embarga a gente vira.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este termo, segundo o dicionário Michaelis significa rede de pescar, de malha larga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20) Camarada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Quer dizer, eu vi muita gente falar que, no lugar que tem ele se o &lt;strong&gt;camarada&lt;/strong&gt; começar a xingar ele::: mata afogado...” (Trecho retirado da entrevista nº 3)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Camarada significa homem, pessoa diferentemente do sentido dicionarizado pelo Aurélio que vem [De câmara + -ada] 1. Pessoa que convive com outra; companheiro. 2. P. ext. Amigo fraternal e cordial. 3. Condiscípulo, colega. 4. Cada um dos indivíduos que exercem a mesma profissão. 5. Brás. N. Pessoa amancebada; amásio, amigo, companheiro. 6. Bras. V concubina (1): Alugou cas para camarada e passou a morar lá com ela. S. m. 7. Bras. Soldado (3). 8. Brás. Indivíduo empregado em serviços avulsos, nas fazendas. 9. Brás. Garimpeiro assalariado. 10. Brás. Sujeito, indivíduo: Esse camarada está sempre cantando vantagem.Adj. 2 g. 11. Bras. Simpático, acessível e amigo: É um sujeito camarada. 12. Agradável, bom, propício: Soprava um ventinho camarada. 13. Acessível: um preço camarada. 14. Que denota camaradagem, simpatia, amizade: O professor deu-lhe uma nota camarada. Camarada do corpo. Brás. CE. Pop. Madre, útero.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Etimologicamente vem De câmara + suf. Ada. Foi a princípio um subs. Fem. que significava “vivência de pessoas que comiam e dormiam na mesma câmara”. Daí, por metonímia, passou a “pessoa que vivi na mesma câmara, arranchada junto”, depois “qualquer soldado”; depois “condiscípulo, colega”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;21) Cardear&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“(...) fiquei olhando a televisão e &lt;strong&gt;cardeando&lt;/strong&gt; café..”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caldear café, ação de misturar açúcar e café para que se produza a sua cor característica. É expressão conhecida na zona rural, sobretudo nos locais de plantios de café.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;22) Carecer&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Damião trabaiô na roça e pescava até o homem da roça colocá nois pra fora pro mode que ele rendou a roça pro moço da cidade e nois ter de sair...mas também a gente ia mesmo &lt;strong&gt;carecer&lt;/strong&gt; de sair qualquer hora”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o dicionário Etimológico o termo carecer significa estar isento, estar livre de, estar privado de, estar sem, não possuir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;23) Capar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“[...] meu cunhado sempre falava que na Lagoa Encantada tinha um “encante”, era um neguinho d’ água, eles foram pescar, aí, quando eles olharam viu um neguinho e disseram “ó menino vamos &lt;strong&gt;capar&lt;/strong&gt; aquele neguinho”, aí um disse assim “nã::o... nã::o rapaz, deixa o neguinho aí quando jogou... a rede, aí suspendeu a rede cheia de peixe, enganchou, ai o rapaz desceu pra desenganchar a rede, quando desceu e demorou que subiu, ele viu aquela (pista) de sangue, era o rapaz, invés de capar o neguinho, quem saiu capado, foi o homem.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O verbo capar e a palavra capado de acordo com o dicionário Aurélio (2005) tem o mesmo significado do contexto na entrevista que é extrair ou inutilizar os órgãos da reprodução, assim como no dicionário etimológico da Língua Portuguesa (2007). Confirmamos que vários significantes podem conter o mesmo significado. Extrair = inutilizar = capar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;24) Ceva&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Quando foi de tardinha eu peguei a tarrafa (fui) botar a &lt;strong&gt;ceva&lt;/strong&gt; pra pegá camarão”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O termo é muito utilizado por pescadores e, no trecho em destaque, faz menção ao alimento feito com fubá de milho, que serve de isca para pegar peixe, ou seja, ele é empregado com o mesmo sentido que é fornecido pelo dicionário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De acordo com o dicionário Aurélio o vocábulo em destaque apresenta a seguinte definição: [Dev de cevar.] S.f.1. ato ou efeito de cevar (se); cevagem. 2. Alimento com que se cevam animais. 3. Brás. Grãos ou iscas que se colocam em lugar determinado, para atrair a caça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25) Chega&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“... ele era pálido &lt;strong&gt;chega&lt;/strong&gt; era cor de cinza...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frase a palavra “chega” não possui o valor de verbo (do verbo chegar), ela expressa um sentido diferente, ela adquire um sentido de fazer sobressair o que está logo em seguida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), esta forma na gramática usual do Brasil é usado informalmente como expletivo e, assim como ‘até’, ‘inclusive’, tem a função de realçar o que vem a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;26) Chegado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... eu tinha um &lt;strong&gt;chegado&lt;/strong&gt; que Deus já levOu...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trecho citado a palavra “chegado” é utilizada pelo falante para denotar alguém que é muito próximo. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), surgiu no século XIII. Designa, assim como na frase, aquele que tem grau de parentesco bastante próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;27) Corcunda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“[...] aí eu fui comprar o cigarro, quando eu vi aquele cachorro GRANde, num vi o rosto não, só vi &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ele com a &lt;strong&gt;cacunda&lt;/strong&gt; e assim né? A orelha reDONda.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Aurélio (2005) significa costas, dorso.. 2. Corcunda, corcova (Gama Kury) Corcunda. E, de acordo, com o Dicionário Etimológico Cunha (2007) também significa costas, vem do latim &lt;&lt;costela;&gt;&gt;. Isso quer dizer que costas e cacunda fazem parte do mesmo campo semântico.&lt;br /&gt;&lt;/costela;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;28) Curimã&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“tinha vezes da gente pescar assim numa noite matar seis...oito &lt;strong&gt;curimã&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo curimã é de origem tupi Karimá. Segundo o dicionário Michaelis é a designação das tainhas no norte e nordeste.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;29) Defronte&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;“... eu morava numa casa... &lt;strong&gt;defronte&lt;/strong&gt; a casona da sede...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Observa-se a palavra defronte com o sentido de ‘em frente’. No Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1959) de vem do latim de “de cima de” e fronte, também do latim fronte. O mesmo que em frente. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), a palavra também se caracteriza por ‘diante, em frente’. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;30) Embarga&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“minha pescaria é a rede... é... na praia... é dois calão... só dois calão... é um calão outro no outro...sai... vai mirando e vai direto...quando o peixe &lt;strong&gt;embarga&lt;/strong&gt; a gente vira. o de..o de..o de terra...que vai por terra...que é mais...o de terra...é quem diz...VIRA”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No contexto acima &lt;em&gt;embarga&lt;/em&gt; tem sentido de &lt;em&gt;entrar na rede&lt;/em&gt;. Podendo ser também uma variação de embarcar. Segundo o Dicionário Aurélio esse termo significa impedimento, estorvo, obstáculo, embaraço, empecilho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;31) Emboca&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“... Se o nego d’água vê a gente primeiro... Ele se &lt;strong&gt;emboca&lt;/strong&gt; dentro d’água”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o dicionário Aurélio, a palavra emboca caracteriza entrar na foz de (um rio), a exemplo de: fazer entrar por (abertura estreita).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;32) Embrenhou&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“... e virando um homem que se &lt;strong&gt;embrenhou&lt;/strong&gt; por dentro das mata...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No trecho citado a palavra “embrenhou” dá idéia de adentrar a algum lugar. No Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1959), tanto no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007) e no Dicionário Brasileiro Contemporâneo (1960), possuem o mesmo significado. O mesmo que entrar. De embrenhar (XV). Esconder-se, internar-se (nas brenhas do mato).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;33) Em riba&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Sim...pois no/em Arataca tinha um que só vivia &lt;strong&gt;em riba&lt;/strong&gt; da pedra...em Arataca.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fragmento em questão a palavra “em riba” está sendo empregada com o mesmo sentido em que ela é comumente utilizada e, de acordo também, com o dicionário Etimológico, ou seja, em cima de alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o dicionário etimológico, o termo “em riba” vem de arriba [De ar + riba]. s.f. V. Riba: ribanceira, ribeira; chegar ao ponto, em cima de.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;34) Entonce&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Entonce&lt;/strong&gt; é por isso que eu digo que da pescaria tirei grandes aproveito...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No contexto apresentado o pescador utiliza a expressão como um conectivo.&lt;br /&gt;Entonce: Arcaísmos; do latim vulgar intunce, de in e do arc. Tunce; Adv.Bras., pop., e arc. Var. de entonce/ Dicionário Aurélio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;35) -Encanti&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Vi falar que::... é um tipo de gente... que quase ninguém (conhece) que é encanto da água... é &lt;strong&gt;encanti&lt;/strong&gt; da água...” (Trecho retirado da entrevista nº 3)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Encanti significa encantar, isto é, deixar maravilhado através de magia no diconário Aurélio e etimologicamente significa encantar, do latim encantare 1. Lançar encantamento ou magia sobre; enfeitiçar: Na história da Bela Adormecida a feiticeira encanta a princesa. 2. Transformar (pessoa) em outro ser, por artes mágicas. 3. Seduzir, cativar; maravilhar, arrebatar: A atuação do ator encantava os espectadores. 4. Causar extremo prazer a; deliciar: A boa notícia encantou a família. 5. Tornar invisível; fazer desaparecer. 6. Tomar-se de encantos; maravilhar-se, arrebatar-se: Encantou-se da graça e beleza da moça. 7. Tornar-se invisível; desaparecer: Que é feito dele? Encantou-se?. 8. Transformar-se em outro ser, efeito de encantamento ou sortilégio: “engrandeceu-se, mesmo, aos olhos dos dois fazendeiros, como se, de inopino, se encantasse num príncipe.” (José Vieira, Vida e Aventura de Pedro Malasarte).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:180%;"  &gt;&lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;36) Fartança&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“(...) se os povo que não tem trabaio acreditasse nas coisa da água ia ter &lt;strong&gt;fartança&lt;/strong&gt; na mesa...porque peixe não ia faltar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o dicionário Michaelis o termo fartança é uma variação de fartura. Estado de farto; abundância, larga disponibilidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;37) Fulano&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Um &lt;strong&gt;fulano&lt;/strong&gt; jogano tarrafa atrás de mim sem eu saber quem era... Só via a tarrafa fazendo TCHA:::R!!!!!!!!!!! Eu na frente pescano e ele tava atrás, mas eu num sabia quem era, porque eu num via só via a zoada. Bom... quando eu saia de den/ d’água... parava... Assim, quando eu tava den/ do rio começava. Mas acho que era o dono do rio, acho que ele também tava pescano também. Bom ( ) quando fui, já tarde da noite, chegou uma rapaziada ... nós pegamo um ( ) des/ tamanho aqui Ó:: eu bracei ela aqui Ó. Quando eu bracei ela aqui Ó ( ) eu falei “bebe água d despedida” ela deu um sopapo, eu fui pra trás, eu cai... aí eu também eu ( ) viemo simbora.” (Trecho retirado da entrevista nº 4)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fulano é utilizado no sentido de pessoa ou ser desconhecido ao qual nunca se viu ou sabe o nome. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dicionário Aurélio e no Etimológico a expressão vem do árabe Fulán, ‘um certo’ sm. 1. Designação vaga de pessoa incerta ou de alguém que não se quer nomear [tb. Se diz, no Brasil, em linguagem familiar, fulano-dos-anzóis, fulano-dos-anzóis-carapuça, fulano-dos-grudes, Zé-dos-anzóis, Zé-dos-anzóis-carapuça. V. Beltrano e Cicrano). 2. Pessoa, indivíduo: que fulano cacete, o seu amigo Onofre!; vi um fulano esquisito.[Var . : fuão, m. us. Na acepç. Geralmente antes de sobrenome.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;G&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;38) Gamela&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“estudante: E como é que a senhora fazia, tinha que levar muito peso, muita coisa pro rio?&lt;br /&gt;F1: agente levava uma &lt;strong&gt;gamela&lt;/strong&gt;, VIU?...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fragmento em questão a palavra “gamela” está sendo empregada com o mesmo sentido em que ela é comumente utilizada e, de acordo ainda, com o dicionário, ou seja, com a idéia de instrumento utilizado para guardar alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o dicionário Aurélio, o sentido vernacular da palavra gamela é: vasilha de madeira ou de barro. (dicionário Aurélio p. 341). O seu significado etimológico segundo o dicionário etimológico da língua Portuguesa, vem do latim vulgar gamela vaso para beber, equivalente do clássico camela, mesmo sentido. ( Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. P. 1065)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;39) Insunta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Insunta&lt;/strong&gt;(...)eles partiram e foram pegá o peixão...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o dicionário Michaelis o termo insunta é uma variação de assunta. Prestar atenção a; apurar, verificar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;40) Invurtar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“... (acho que viu uma pedra e dentro da pedra, acho que a pedra parece que era assim "&lt;strong&gt;invurtava&lt;/strong&gt;" não sei, né?)..."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste trecho o termo em destaque está sendo usado para expressar o surgimento de aparições, de visões momentâneas. De acordo com Dicionário Etimológico: vem do latim vultu, "rosto". Significou primeiro, "imagem que representava cabeças de santos". Depois, estátua que figura em relevo o corpo de uma pessoa, especialmente nas sepulturas, por oposição às que só reproduziam seu contorno em lousa plana; daí passou a designar a massa do corpo de uma pessoa e finalmente de qualquer objeto volumoso. Variação de vultu (Dicionário Etimológico Nova Fronteira). Vultu (dicionário Aurélio): rosto, aspecto, semblante, figura corpulenta, corpo. Importância, notoriedade, pessoa importante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;41) Isclusivimente&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“...hoje em dia são tudo casado tudo sobre si...&lt;strong&gt;isclusivimente&lt;/strong&gt; um mora ali...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No contexto apresentado o pescador coloca esta como inclusão, até mesmo.A palavra é uma variação de inclusive. Inclusive: de modo inclusive; com inclusão. 2) até; até mesmo ( Aurélio); do latim inclusione, por via semi- erudita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;42) Jurava de pé junto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“... ele contava direitinho e &lt;strong&gt;jurava de pé junto&lt;/strong&gt;... é::: ...”(entrevistado )&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A expressão “jurar de pé junto” é uma forma de emitir veracidade no que diz. Expressão não encontrada em dicionários da língua, porém vista em muitos sites na internet como &lt;a href="http://historia.abril.com.br/" target="_blank"&gt;http://historia.abril.com.br/&lt;/a&gt; ou no Dicionário de Girias On-line, que mostra a expressão sendo usada para enfatizar a veracidade de algo, com sua origem em um ato que era um tipo de tortura executada pelos tribunais da Santa Inquisição, na Europa. No qual alguns suspeitos de heresias contra a Igreja tinham suas mãos e pés amarrados – ou mesmo pregados em postes de madeira – ou eram suspensos no teto pelos pés. Com o objetivo de arrancar confissões de qualquer categoria. Na posição em que estavam os suspeitos prometiam rapidamente, dizer nada além da verdade. Em Portugal é comum falar “jurar a pés juntos” e “negar a pés juntos”. Na Espanha, a expressão é usada no sentido de acreditar cegamente em algo (“crer com os pés juntos”).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;L&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;43) Labutaram &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“... Ninguém sabia de quem era...&lt;strong&gt; labutaram&lt;/strong&gt;... labutaram até que descobriram que era do boto cor de rosa...”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A palavra labutaram” vem de labutar expressa trabalhar em algo com afinco, esforçar-se para a realização de algo (Dicionário Aurélio).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;44) Lajedo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"aquele poção assim, ((enorme)) agora um &lt;strong&gt;lajedo&lt;/strong&gt; com o ((daqui não))"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chama-se "lajedo", um rio de água corrente por entre grandes pedras. Para o dicionário Aurélio o vocábulo vem do verbo lajeado que significa arroio ou regato cujo leito é de rocha; trecho do campo coberto de pedras grandes. Lajedo (Dicionário Etimológico Nova Fronteira): Vem de laje, pedra de superfície plana, lousa. De origem controversa lajear / - gear. Lajedo (Dicionário Priberam de Língua Portuguesa): de lajeado. Pavimento coberto de lajes. Pedra chata com que se cobrem pavimentos. Pedra de sepultura. Rocha de superfície plana. Camada de betão armado que corresponde ao pavimento e ao teto de um andar, de um edifício ou de outra estrutura semelhante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;45) Lumiar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Meu velho vinha pescá e eu vinha também (...) trazia as roupa pra gomar e os caco véi pra &lt;strong&gt;lumiar&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Dicionário Michaelis este termo é uma variação de luminar. Que dá ou espalha luz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;46) Maché&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Aí eu disse...moço vou pegá um piau no pé daquela pedra quando deu um &lt;strong&gt;maché&lt;/strong&gt; de cá pra lá...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse vocábulo aparece no fragmento indicando movimento, ou seja, o movimento realizado pela água, de um lado para o outro, no momento da enchente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;47) Panhei&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Por sinal, o Martim pescador eu também, eu acho que já vi... porque eu tava pescando um dia meio-dia. Aí eu vi dois menino. Esses dois meninos tava todos dois de azul... Ai::: quando eu fui correndo que eu... que eu &lt;strong&gt;panhei&lt;/strong&gt; o anzol, que eu corri, os menino sumiu... aí eu (conversando) com o povo... aí me disseram que era o Martim, agora se é eu num sei se era.” .”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Panhei é variação de apanhar,pegar, tirar do chão ou do lugar em que se encontra. De acordo com dicionário Aurélio e do dicionário Etimológico significa (PANHAR) do esp. Apañar 1. Colher, recolher. 2. Tomar, segurar com as mãos: agarrar. 4. Levantar do chão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;48) Parmeava&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A água era tão arva que nós &lt;strong&gt;parmeava&lt;/strong&gt; a areia no fundo quando merguiava”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Ruth Rocha parmeava é uma variação de palmeava. Desmanchar na palma da mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;49) Paúra&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“... aí eu ficava orando... com aquela &lt;strong&gt;paÚRA&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra paúra grifada acima é expressa pelo falante com o sentido de medo, pavor de alguma coisa ou alguém. Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1959), o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), e o Dicionário Italiano Português a palavra é derivada do italiano, Che Paura, que significa “que medo”, muito medo, pavor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;50) Pegô&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Não me lembro o ano...mas teve uma ocasião que deu uma chuva pesada no Mês de janeiro...e aquela chuva pesada...o rio &lt;strong&gt;pegô&lt;/strong&gt; aquela água”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fragmento em questão, o vocábulo não está sendo aplicado com o sentido de agarrar alguma coisa, mas de acumular algo, que na entrevista se refere ao acúmulo de água, em decorrência da chuva pesada que ocorreu no mês de janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;51) Pelejar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"... aí disse que tinha um gá::: um gá::: cantava que nem um galo, mas ninguém nunca viu, &lt;strong&gt;pelejava&lt;/strong&gt;, nunca a gente pegou pra ver,..."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se que o termo em estudo é colocado pelo entrevistado no sentido de tentativas, insistência, em que a pessoa trata de conseguir algo, arriscar, repetir várias vezes uma determinada ação. Conforme o Dicionário Gramatical de Verbos significa combater batalhar, lutar. Pelejar (Dicionário Etimológico): De pelo, brigar segurando-se pelos pêlos. Pelejar (dicionário Priberam de Língua Portuguesa): Batalhar, combater, brigar. Trabalhar por vencer as paixões e apetites. Afanar-se por conseguir alguma coisa. Discrepar. v. tr. Travar combate, luta, etc.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;52) Pelejando&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“...e eu querendo sair... &lt;strong&gt;pelejando&lt;/strong&gt; pra me soltar daquele negócio...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra “pelejando” do verbo pelejar utilizada pelo entrevistado dá sentido de batalhar, tentar, insistência para que aconteça o que se quer. Tanto no Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1959), como no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), a palavra provêm de pêlo, mais o sufixo - ejar, que quer dizer brigar. Segurando-se pelos pêlos. Tentar, combater, lugar, batalhar, insistir. De pelejar (XIII). Com as formas históricas: XIV pelegar, XIV pelleiã, XV pelagar, XV peleyjauam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;53) Pendurar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“[...] diz que tinha uma chave, que essa chave também vivia só balançando, o pessoal disse quando ele caí:::sse, que a lagoa ia desencantar, agora até ho::je ninguém... ver essa chave cair, mas desde “d’eu” PE-quena que tem uma chave lá... &lt;strong&gt;impendurada&lt;/strong&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra “impendurada” tem o mesmo sentido da nossa língua, no entanto a sua forma correta de escrever é pendurar, segundo o dicionário Aurélio (2005), que significa suspender em lugar elevado, sem deixar que toque no chão; de acordo com o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (2007) a palavra vem do latim pendulare.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;54) Piau&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Cheguei lá num rio lá de baixo não achei nenhum &lt;strong&gt;piau&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fragmento, a palavra faz menção às piabas maiores, ou seja, ela é empregada com o mesmo sentido que é fornecido pelo dicionário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De acordo com o dicionário Aurélio o vocábulo em destaque apresenta a seguinte definição: [Do Tupi= ‘pele manchada’.] S.m.1 Bras, zool. V. piaba (1).&lt;br /&gt;É também um termo muito utilizado por pescadores e que, segundo definição do dicionário online priberam, se refere ao nome dado às piabas maiores ou ainda Logro, embuste (no popular).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;55) Picotar&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“[...] aparecia sempre uma coisinha assombrando... mergulha::va, levanta::va com olhos grande e aquilo ali assustava a gente, saía &lt;strong&gt;picotando&lt;/strong&gt; o poço, era o nego d’água.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o contexto, o verbo picotando revela que as pessoas saíram perfurando ou cortando o poço. Nesse caso o verbo picotar é sinonímia de marcar e perfurar, significados encontrados no dicionário de verbos e regimes que exemplifica com a seguinte frase: picotar significa fazer picotes em: “Picotar selos, estampilha, talões de recibo”. Marcar, perfurar com o picotador. No dicionário etimológico da língua portuguesa (2007), a palavra picotar deriva do francês picot&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;56) Pintava e bordava&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“... eu &lt;strong&gt;pintava&lt;/strong&gt; e bordava muito no rio isso sim...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na expressão acima o falante expõe na expressão “pintava e bordava” o mesmo que fazer travessuras. Segundo o Dicionário de gíria: Modismo Lingüístico e Equipamento Falado brasileiro (1993), a expressão é o mesmo que pintar o sete. Fazer e acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;57) Pixiquitinha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... quando eu era &lt;strong&gt;pixiquitinha&lt;/strong&gt; ouvi história...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra “pixiquitinha” dita acima pelo falante quer nos passar algo muito menor do que poderia ser. No Dicionário do Nordeste: 5.000 Palavras e Expressões (2004), quer dizer que é algo de pequeno porte,&lt;br /&gt;miúdo, ou seja, pixote, pexote, daí pixiquitinho. Não há o estado de origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;58) Prenha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...tinha uma moça que ficou &lt;strong&gt;prenha&lt;/strong&gt; de repente...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trecho acima a palavra “prenha” é caracterizada pelo entrevistado como grávida, mulher na fase da gestação. Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1959), a palavra originou-se do latim praegne. O mesmo que engravidar. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), veio de prenhe no século XIII. Que está em período de gestação. Pejado, grávido. Com as formas históricas: XIII prenhe, XIII prenne, XIV prene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;59) Rendou&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“... até o homem da roça colocá nois pra fora pro mode que ele &lt;strong&gt;rendou&lt;/strong&gt; a roça pro moço da cidade...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Dicionário Michaelis rendou é uma variação do verbo arrendar, vender. Dar em arrendamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;60) Samburá&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Dicionário Etimológico Samburá é:&lt;br /&gt;Cesto feito de cipó ou de taquara, bojudo e de boca estreita, usado pelos pescadores para recolher peixes, camarões, etc., ou carregar seus petrechos. (Dicionário Aurélio);&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;61) Sapecava&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“invocando... a biatatá diz que é um fogo... sai aquele fogo... &lt;strong&gt;sapecava&lt;/strong&gt; até gente”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o dicionário Aurélio a palavra originária sapecava é do TUPI (há´peka). Queimar levemente, chamuscar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;62) Se previna&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“... deu luz baixa tornou focaliza deu luz zero... falei êi:::ta é agora &lt;strong&gt;se previna&lt;/strong&gt;...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No contexto apresentado o pescador pede que o outro tome a dianteira.&lt;br /&gt;se previna: Do latim praevenire, vir antes, tomar dianteira. V.T. d. 1. Dispor com antecipação; preparar; 2) chegar antes de; adiantar-se ou antecipar-se a. ( Dicionário Aurélio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;63) Sopapo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Um fulano jogano tarrafa atrás de mim sem eu saber quem era... Só via a tarrafa fazendo TCHA:::R!!!!!!!!!!! Eu na frente pescano e ele tava atrás, mas eu num sabia quem era, porque eu num via só via a zoada. Bom... quando eu saia de den/ d’água... parava... Assim, quando eu tava den/ do rio começava. Mas acho que era o dono do rio, acho que ele também tava pescano também. Bom ( ) quando fui, já tarde da noite, chegou uma rapaziada ... nós pegamo um ( ) des/ tamanho aqui Ó:: eu bracei ela aqui Ó. Quando eu bracei ela aqui Ó eu falei “bebe água de despedida” ela deu um &lt;strong&gt;sopapo&lt;/strong&gt;, eu fui pra trás, eu cai... aí eu também eu viemo simbora.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sopapo significa um tapa levado de terceiro, uma batida que veio rapidamente. Segundo o dicionário Aurélio e etimológico vem da junção de [so- + papo] 1. Murro. Soco. 2. Bofetão, tapa, tapona. O sopapo. Brás. de sopapo (2). De sopapo 1. De repente; de estalo; subitamente: chegou de sopapo, sem ninguém esperar. 2. Brás. diz-se de habitação entaipada com barro que se atira com a mão; a sopapo: morava numa casa de sopapo. Em relação ao contexto supracitado o pescador coloca como feição conhecida&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;64) Talinhada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“tinha vezes da gente pescar assim numa noite matar seis...oito curimã ...por fora a &lt;strong&gt;talinhada&lt;/strong&gt; curimã”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este termo não foi encontrado no dicionário. Segundo o contexto do trecho acima talinhada é o coletivo de tainha (tipo de peixe originário da região norte e nordeste).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;65) Tarrafa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“[...] Ali chamava a rua das sete casas... naquele tempo que eu era novo, tinha uns dezesseis anos mais ou menos... aí eu vim da maré com a &lt;strong&gt;tarrafa&lt;/strong&gt;... fui pra casa, quando cheguei em casa me deu uma vontade de comprar cigarro né?”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tarrafa é um instrumento do pescador, rede de pescar, circular, com chumbo nas bordas, e ao centro uma corda, que permite retirá-la fechada da água (Dicionário Aurélio (2005). De acordo com Cunha (2007) no Dicionário etimológico significa do ar. Hispânico e magrebino Tarra hâ&lt;&lt;&gt;&gt;. No contexto a palavra tarrafa possui o mesmo significado do Aurélio (2005).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;66) Tremelicar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“... disse que si &lt;strong&gt;tremelicou&lt;/strong&gt; tanto...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A palavra “tremelicou” foi utilizada pelo falante na frase acima com sentido de tremer. Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (1959), surgiu do latim tremere. O mesmo que tremer. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), a palavra vem do verbo tremelicar surgido no ano de 1771. Também significando tremer em consequência de frio, susto ou medo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Etimologia: Tremer sobre tema: treme+ -l- + -icar. Formas Históricas: 1771 tremelhicar, 1836 tremilhicar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;67) Tecer muzuá&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“...tem um sítio baixo cachoeira aí... fez o vídeo todo...&lt;strong&gt;tecemos muzuá&lt;/strong&gt; tudo...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;tecemos muzuá, está relacionada ao sentido de tecer, confeccionar um instrumento (muzuá) de pesca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;68) Temência&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“(...) Lá deve ter um guias pra prodeger esse povo igual nós tem, abaixo de Deus, esse povo sem &lt;strong&gt;temência&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o dicionário Houaiss este termo é uma variação do verbo temer. Sentir medo ou temor de.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;69)Teima&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“...não, já aconteceu comigo também, já aconteceu... e já aconteceu também...(e pega peixe ou quando acontece isso não pega?) não só de &lt;strong&gt;teima&lt;/strong&gt;, mas ali pode até vir embora...((ah! Quando acontece de cair outra tarrafa por cima já))... por cima da gente pode até vim embora que ali agora só vai coar água...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No contexto apresentado, o pescador utiliza a expressão no sentido de insistência, de repetir a ação de pegar o peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;70) Torrão Natal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ESTUDANTE: O senhor antes de vir pra Ilhéus morava aonde?&lt;br /&gt;EMILIO: "Meu torrão natal? Meu torrão natal era...Mulungú."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto acima Torrão Natal tem sentido de Terra Natal. Segundo o dicionário Aurélio Torrão Natal refere-se a pedaço de terra endurecido. 2. Gleba. 3. território, torrão natal V. pátria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;71) Trevessar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Eu tinha é/ nove anos de idade, eu morava em Ihéus e aí as menina tinha um negocio de pegar as balsa e &lt;strong&gt;trevessar&lt;/strong&gt; de um lado pro outro...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fragmento em questão a palavra “trevessar” está sendo empregada com o mesmo sentido em que ela é comumente utilizada e, de acordo ainda, com o dicionário. Dessa forma, apresentando a idéia de deslocamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo definição do dicionário Aurélio, o vocábulo “trevessar” é uma variação da palavra atravessar – (De a través ar) V. t. d. 1. Por ao través, ou obliquamente. 2. Passar para o outro lado de, através ou por cima de; transpor. 3. ligar de um extremo ao outro, de lado de lado a lado, de margem a margem; cortar. 4. Estender-se ou prolongar-se no tempo; durar. 5. passar, viver (períodos de tempos maus ou bons). 6. Levantar obstáculo, suscitar empecilho a ; interferir em, tentando frustrar ou frustrando. 7. Comprar (gêneros) por atacado, para revender mais caro. 8. Brás. Vender ou negociar clandestinamente. 9. Opor, contrapor, interpor. 10. Andar, passar. 11. Passar para outro lado, através ou por cima. 12. interromper a quem fala; cortar a palavra. 13. Cruzar-se, encontra-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;72) Trupicar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“...aí diz ele que chegaram e empurraram ele assim ele saiu &lt;strong&gt;trupicano&lt;/strong&gt;...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No contexto apresentado o pescador coloca esta palavra com o sentido de tropeçar.&lt;br /&gt;trupicano: significado não encontrado nos dicionários.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;73) Umbora&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Passei alguns tempo lá quando... quando minha patroa... a mulher que me criava tinha mãe lá/ tinha hotel lá/ né! é só isso que a mulher me contava e disse também que tinha o nego d´água... “umbora” ver o nego d´água, &lt;strong&gt;umbora&lt;/strong&gt; ver o nego d´água.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fragmento em questão a palavra “umbora” está sendo empregada com o mesmo sentido em que ela é comumente utilizada e, de acordo ainda, com o dicionário. Dessa forma, o termo apresenta a idéia de se deslocar de um lugar para outro, com o intuito de ver alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De acordo com o dicionário Aurélio o vocábulo “umbora” é uma variação da palavra embora – ( Contr. de em boa hora) Adv. 1. Em boa hora. Conj. 2. Ainda que; bem que se bem que; conquanto. Prep. 3. A despeito de; apesar de. Interj. 4. Seja assim; não me importa; que importa?; tanto faz; ora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;74) vertente&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Eu tinha meu direito, onde tivesse água &lt;strong&gt;vertente&lt;/strong&gt; ou corrente eu ia...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No contexto apresentado o pescador fala da origem da água. Água corrente. .Do latim vertente “ que vira, que muda a direção das águas”, por via erudita. ( Etimológico); Do latim vertente, “ que vira” que muda ( a direção da água). Que verte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;75) Visão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“... eu acredito apesar de num ter visto nada de aparição em rio... já vi &lt;strong&gt;visão&lt;/strong&gt;... sim...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No trecho citado a palavra “visão” é utilizada pelo falante com o mesmo valor de aparição, fantasma, alma penada, espíritos, ou seja, coisas de ‘outro mundo’. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2007), esta é uma forma utilizada desde o século XIII. Uma derivação por extensão: imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho, superstição, fé, etc. fantasma, visagem. Aparição, para alguém, de espectro ou entidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;76) Vosmecês&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Pra &lt;strong&gt;vosmecês&lt;/strong&gt; vê, eu ia morrendo afogado...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No contexto apresentado o pescador se refere a expressão como uma expressão informal. A palavra é uma contração de vossa mercê ( D.E.R)/ dicionário etimológico; Contração de vossemecê “ Sim senhor”. Vosmecê até parece desembargador da justiça/Dicionário Aurélio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;77) Vupo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Disse que era um... um menino bem mo... bem preto, bem pretinho... aí ficava quando ele via as pessoas&lt;strong&gt; VUpo&lt;/strong&gt;!! Desaparecia.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A palavra em questão está sendo empregada com o mesmo sentido em que ela é comumente utilizada e, de acordo ainda, com o dicionário, ou seja, apresentando a idéia de movimento brusco, rápido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o dicionário Aurélio, o vocábulo “vupo” é uma variação da palavra vupt-( Interj) expressa movimento rápido; vapt.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OBRAS CONSULTADAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;AMENDOLA, João. &lt;strong&gt;Dicionario italiano portugues&lt;/strong&gt;. 4. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Hemus, c1994.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;CASCUDO, Luis da Camara. &lt;strong&gt;Contos tradicionais do Brasil&lt;/strong&gt;. Belo Horizonte: Itatiaia: Universidade de São Paulo, 1986. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA, Aurelio Buarque de Holanda; ANJOS, Margarida dos; FERREIRA, Marina Baird. &lt;strong&gt;Novo Aurelio seculo XXI&lt;/strong&gt;: o dicionario da lingua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;HOUAISS, Antonio; VILLAR, Mauro; FRANCO, Francisco Manoel de Mello. INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS DE LEXICOGRAFIA. &lt;strong&gt;Dicionário Houaiss da língua portuguesa&lt;/strong&gt;. 1. ed. 2. reimpr. com alteração Rio de Janeiro: Objetiva, Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia, 2007.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;KOEHLER, H. &lt;strong&gt;Dicionario escolar latino-português&lt;/strong&gt;. 4. ed. Rio de Janeiro: Globo, 1951. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;MACHADO, J.Pedro. &lt;strong&gt;Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa&lt;/strong&gt;. 1ed. Confluência: Lisboa, 1959.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;MICHAELIS: &lt;strong&gt;moderno dicionario&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;da lingua portuguesa&lt;/strong&gt;. São Paulo: Melhoramentos, c1998.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;NAVARRO, Fred. &lt;strong&gt;Dicionário do nordeste&lt;/strong&gt;: 5.000 palavras e expressões. São Paulo: Estação Liberdade, 2004. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;ROCHA, Ruth; PIRES, Hindenburg da Silva. &lt;strong&gt;Minidicionário da língua portuguesa&lt;/strong&gt;. 13.ed São Paulo: Scipione, 2009&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SERRA, J.B; GURGEL. &lt;strong&gt;Dicionário de gíria&lt;/strong&gt;: Modismo Lingüístico e Equipamento Falado brasileiro. 2ed. 1993. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;__________Dicionário Brasileiro Contemporâneo. 1ed. Globo: Porto Alegre, 1960. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1351359220504213869-2297746266902484329?l=imaginariodasaguas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/feeds/2297746266902484329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/2009/12/inventario-de-expressoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1351359220504213869/posts/default/2297746266902484329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1351359220504213869/posts/default/2297746266902484329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/2009/12/inventario-de-expressoes.html' title='INVENTÁRIO DE EXPRESSÕES'/><author><name>Imaginário das águas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05586973161208071827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1351359220504213869.post-3410635835009966416</id><published>2009-12-10T12:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T16:04:23.077-08:00</updated><title type='text'>TRAÇOS SINTÁTICOS DO PORTUGUÊS DO BRASIL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Alguns ASPECTOS SINTÁTICOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;corpus&lt;/em&gt; coletado também possibilitou a identificação de alguns traços sintáticos que marcam o Português do Brasil, abaixo enumerados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1) Dupla negação&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(...) “Esse povo &lt;strong&gt;num&lt;/strong&gt; acredita em &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt; ... hoje ninguém vivi como nós viveu (...) Ai resultado, ai eu peguei...&lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; peguei &lt;strong&gt;nem&lt;/strong&gt; uma piaba enrolei a tarrafa e vim mim embora...quando subi... eu digo vou pegar subida de piau que tinha (tapais) lá (a primeira) que era minha a outra d’um amigo meu...eu digo vou lá...num canal doido que tinha assim de piau...cheguei lá num rio lá de baixo &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; achei &lt;strong&gt;nenhum&lt;/strong&gt; piau...joguei do lado de cima &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; achei &lt;strong&gt;nenhum&lt;/strong&gt; piau...cheguei na outra &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; achei &lt;strong&gt;nenhum&lt;/strong&gt; piau...ai ti. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2) Onde ou aonde?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) brancona, branca, agora aqueles cabelão lá tudo assim ó e quanto mais eu apontava que eu mostrava pra a a a companheira, mais o mar zuava, né, mas um zuava que ele não vinha &lt;strong&gt;donde&lt;/strong&gt; a gente tava e eu mostrando, mostrando... a lua estava tão bonita.(...) João (60anos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Deixei Dona Alvina andando pela beira do rio eu digo: a senhora vá e me espera lá &lt;strong&gt;onde&lt;/strong&gt; a gente toma banho e eu vou por aqui por dentro do sequeiro.(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3) Utilização do “a gente” em substituição do pronome "nós.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Mas disse que era bonita, uma menina bonita, viu?... Aí &lt;strong&gt;a gente&lt;/strong&gt; viu... - o meu pai também contava, que passou num lugar e (acho que viu uma pedra e dentro da pedra, acho que a pedra parece que era assim "invurtava" não sei, né?)...Aí disse que tinha um gá:::um gá:::cantava que nem um galo, mas ninguém nunca viu, pelejava, nunca a gente pegou pra ver, mas num vê...era assim invisível. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4) Redução das flexões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) Uns mulequinho assim ó...então eles fica sentados...eles sentam enriba das pedras e fica...quando a gente fica olhando pra eles...eles “brum” den d’água...é...ai..e:: um tempão ai... eles pegou um homem e ficô um dia den d’água brincano com esse homem no fundo da água dentro do Jequitinhonha... foi o dia todo andando com ele...levano ele...levano ele...quando foi de tarde ele chegou num lajedo assim...e levou ele assim...até que ele botou a cabeça assim ó...e saiu fora...mas ficou um dia com ele den d’água...brincano com ele den d’água.(...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Disse que aparece esse nego d’água ai no rio... mas num sei se é pa meter medo nos menino... pega nas perna dos menino... eu via gente den/d’água (dentro d’água)... que morreu den/d’água... via... como é? “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5) Concordância de número&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para SCHERRE (2005, 128) o uso da concordância de número está, diretamente, ligado ao uso de suas marcas explicitas. Tornando-se um aspecto particular na formação das frases dos falantes, o que a gramática normativa institui que todos os elementos, partícipes da frase, vão para o plural. A pesquisa, no entanto, nos mostra que o falante tende a levar apenas um elemento para o plural, como se apresenta, nos exemplos, a seguir das entrevistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Quando nós chegou pra aqui era uma vida tranqüila... mas esse tempo não chega mais. [...]&lt;br /&gt;[...] Existe muitos casos desses que acontece, sei lá. Existe muitas coisas nessa vida. [...]&lt;br /&gt;(...) Diz eles que é um anão, um menino né? (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas realizações, o artigo não concorda em numero com os substantivos, tornando-se um fenômeno naturalmente realizado pelos falantes na norma culta ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6) Uso da preposição de em lugar da preposição a&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Acari comendo porque o acari sai pra comer &lt;strong&gt;de&lt;/strong&gt; noite na... no horário deles... é vai eu pego aqui pesco ali quando eu cheguei mais adiante eu tornei a olhar pra lá porque meu marido me disse assim “ó se você ver qualquer coisa que você desconfie que não seja desse mundo se for na terra você abaixa rente com a terra que o que você ta vendo ta acima do chão. (...) Raimunda (62 anos)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1351359220504213869-3410635835009966416?l=imaginariodasaguas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/feeds/3410635835009966416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/2009/12/tracos-sintaticos-do-portugues-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1351359220504213869/posts/default/3410635835009966416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1351359220504213869/posts/default/3410635835009966416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imaginariodasaguas.blogspot.com/2009/12/tracos-sintaticos-do-portugues-do.html' title='TRAÇOS SINTÁTICOS DO PORTUGUÊS DO BRASIL'/><author><name>Imaginário das águas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05586973161208071827</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
